Para evitar problemas nos dentes, não basta ir ao dentista regularmente. É preciso fazer a sua parte em casa, com uma boa escovação e, principalmente, o uso diário do fio dental. Só ele é capaz de retirar os resíduos de alimentos que se instalam entre os dentes e podem causar cáries ou algo mais sério.
Segundo a cirurgiã-dentista Sonia Groisman e o cirurgião bucomaxilofacial Francisco Mendes, toda vez que comemos alguma coisa, o pH da saliva se altera e fica mais ácido. Para a boca voltar ao pH neutro, levam-se pelo menos 20 minutos. Nesse meio-tempo, as bactérias se aproveitam do meio ácido para corroer o esmalte.
A função do creme dental é neutralizar o pH da saliva e remineralizar os dentes, com a aplicação de flúor. Para que a ação da pasta seja mais efetiva, o ideal é não enxaguar a boca mais de duas vezes.
Cáries (Foto: Arte/G1)

Tipos de cárie
Aguda: É uma lesão que tira parte do esmalte e deixa a dentina exposta. Muito comum em crianças que tomam mamadeira com açúcar à noite.
Crônica: É uma cárie mais lenta, que passa por todos os estágios e vai escurecendo.
Idades de maior risco
- Dos 9 meses aos 3 anos, quando os dentes estão nascendo
- Aos 6 anos, com a erupção do primeiro molar permanente
- Na adolescência, com a colocação de aparelhos ortodônticos
- Na fase adulta, após restaurações ou com o uso de próteses dentárias
Antibióticos não dão cárie. Na infância, alguns contêm sacarose e isso, sim, prejudica os dentes. Já medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos diminuem a produção de saliva, o que também pode levar à cárie.
Dicas
- Escove os dentes pelo menos três vezes por dia
- Passe o fio dental no mínimo uma vez por dia
- Redobre os cuidados na higienização noturna

- Evite comer açúcar 3 horas antes de dormir
- Prefira consumir balas, chocolates, mel ou café junto com as principais refeições, para evitar uma exposição frequente aos doces
- Se for comer uma “besteira”, troque uma bala por pipoca, por exemplo
- Tome bastante água
- Visite o dentista a cada três meses, se possível, ou pelo menos duas vezes por ano
Prótese dentária
Quando nada disso é feito e o dente fica comprometido, pode ser necessária a extração e a colocação de uma prótese. No Brasil, uma em cada três pessoas acima dos 45 anos precisa de prótese em no mínimo um dente.

Antes de pôr uma prótese, o dentista faz um exame clínico no paciente e, se necessário, uma radiografia. Depois ocorre a moldagem.
As próteses mais baratas são as nacionais, de resina acrílica ou porcelana. Também é possível fazer a reabilitação oral com implantes, cujos pinos substituem as raízes e podem durar a vida toda.
A reposição do dente extraído busca restabelecer a função do dente, ajudar na mastigação, na relação com os outros dentes, na estética e na autoestima.
Para a higienização, deve-se usar creme dental ou sabonete e, no caso das próteses removíveis, essa limpeza pode ser feita com escovas de unhas.

Quem usa prótese em apenas alguns dentes deve ter os cuidados redobrados, pois o acúmulo de alimentos leva à formação de placa bacteriana e pode provocar cáries nos dentes saudáveis.
Uma dica importante é evitar usar cremes dentais abrasivos ou branqueadores.
Veja abaixo o resultado da nossa enquete:
Enquete cáries (Foto: Reprodução)

Dia Mundial sem Tabaco
Neste 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial sem Tabaco. O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, ou 1,2 bilhão de pessoas (1 bilhão de homens e 200 milhões de mulheres), seja fumante.
Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes são 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o vício.
O total de mortes pelo uso do tabaco atingiu o patamar de 4,9 milhões por ano, o que corresponde a mais de 10 mil óbitos por dia. Caso as atuais tendências de expansão do consumo sejam mantidas, esses números devem aumentar para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade de indivíduos em idade produtiva, entre 35 e 69 anos.
Impacto do tabagismo na mulher
As principais causas de morte na população feminina hoje são, em primeiro lugar, as doenças cardiovasculares; em segundo, as neoplasias – câncer de mama, pulmão e colo do útero –; e em terceiro, as doenças respiratórias.
É possível perceber que essas três causas estão relacionadas ao fumo, sendo que o câncer de mama, responsável pela maioria das mortes de mulheres, já foi ultrapassado em incidência pelo de pulmão em diversos países desenvolvidos.
Mulheres que fumam dois ou mais maços de cigarro por dia têm 20 vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que as que não fumam. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos em mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doenças coronarianas em mulheres com mais de 65 anos.
As fumantes que não usam métodos contraceptivos hormonais reduzem a taxa de fertilidade de 75% para 57%, pelas altas taxas de concentração da nicotina nos ovários. Já as mulheres que tomam pílula têm maior risco de doenças do sistema circulatório, com 39% mais chances de desenvolver doenças coronarianas e 22% mais risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Além disso, fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher é fumante. Esses problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo da mãe.
Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente os maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos parceiros não fumam.
O cigarro impacta, ainda, a pele, os cabelos e os dentes. Uma vez abandonado, o risco de doença cardíaca começa a cair. Após um ano, os riscos diminuem pela metade e, após dez anos, atingem o mesmo nível daquelas pessoas que nunca fumaram.
Segundo a mais recente pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que é coordenada pelo Ministério da Saúde e traça um perfil dos hábitos que influenciam a saúde do brasileiro em 27 cidades, a frequência média de fumantes era de 15,1% em 2010. E o número de ex-fumantes no país era maior entre os homens (26%) do que entre as mulheres (18,6%).